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Danilo Brito é bandolinista e compositor, um dos mais importantes intérpretes da música do mundo, reconhecido por suas habilidades musicais extraordinárias e sua capacidade única de emocionar o público.

Em sua recente turnê pelos EUA, em que se apresentou com seu novo quinteto, o jornal Charleston City Paper referiu-se a ele como “um músico a quem chamar prodígio seria quase diminuir sua contribuição à música, ele demonstra não só sua virtuosidade técnica como o conhecimento profundo da alma. Sua música mostra níveis de ritmos, dinâmicas e linhas melódicas “dolorosamente lindas”, honrando a
tradição em uma música do novo século”.

Brito é a quintessência do músico prodígio. Aos 3 anos começou a dedilhar o bandolim de seu pai. A primeira música que tocou foi Delicado, de Waldir Azevedo, aprendida de um dos LP’s da coleção da família. Tendo apenas os discos como mestres, desenvolveu técnica própria, de maneira totalmente autodidata.

Sendo sua música o choro, dele extraiu toda sua riqueza: a virtuosidade técnica, o sincopado, os contrapontos, o sentimento: ora eufórico, ora melancólico. Sendo seu único mestre, criou um estilo próprio, de respeito à tradição e beleza para o novo século.

Aos 12 anos já se apresentava profissonalmente e, aos 13, gravou seu primeiro álbum como solista, Moleque Atrevido.

Brito ganhou notoriedade pela imprensa, participando de inúmeros programas de televisão, reportagens e matérias de jornal. Ganhou também, na mesma época, o reconhecimento de músicos já consagrados, com quem frequentemente se apresentava. Sua virtuosidade era tamanha que muitos se referiam a ele como a reencarnação de Jacob do Bandolim.

Com apenas 19 anos, Brito venceu o prestigiado Prêmio Visa de Música, como melhor instrumentista, em que concorreu com 514 artistas de todo o mundo. Um dos jurados, o maestro Nelson Ayres, considerou-o de “uma maturidade musical e interpretação rara e impressionante”.

Como parte do prêmio, ele gravou seu segundo álbum Perambulando, que recebeu inúmeros elogios da imprensa nacional e estrangeira. Bruce Gilman, crítico estadunidense, definiu “no seu excelente repertório, nunca faz algo que comprometa a integridade, espontaneidade, virtuosidade e o desafio puro das performances”.

Seu terceiro álbum Sem Restrições continuou recebendo aclamação, sendo referido pelo Jornal do Brasil como “música pura e cristalina para ser ouvida sem reservas”. Seu quarto álbum é fruto de sua admiração pelo grande violonista Luizinho 7 Cordas, uma homenagem ao seu estilo de tocar raro e em extinção.

Danilo Brito, seu quinto álbum, foi gravado em meados de 2014. Dedicado exclusivamente a composições suas, é a realização de um trabalho de maturidade e solidez há muito idealizado pelo artista: músicos que representam a extensão do seu bandolim, com uma performance no nível mais alto da música mundial, desenvolvido com estudo e dedicação.

O lançamento foi feito nos EUA, no Spoleto Festival, e chamou a atenção do público e formadores de opinião locais.

Brito dedica-se à música instrumental do Brasil, ocupando-se em estudo, gravações, apresentações e palestras nacional e internacionalmente.

Entre suas performance recentes estão seu segundo concerto no gigante Spoleto Festival na Carolina do Sul e no conceituado clube de jazz Kuumbwa, na Califórnia. No Simpósio de Bandolins internacional de Santa Cruz de 2014, em que participou como instrutor convidado, o famoso bandolinista David Grisman referiu-se a ele como “um fenômeno do bandolim, o maior representante da música instrumental
brasileira”. Brito arrebatou inúmeras ovações do público em pé.